quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Antonio Negri


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Não me parece seja o caso de sorrir sobre o delírio do assim chamado EIM, isto é, Estado Imperialista das Multinacionais. Podemos convir que o modo como é representado é de certa forma folclórico, mas ninguém pode deixar de ver que a política internacional planetária não é mais determinada por cada governo, mas justamente por uma rede de interesses de produção (podemos, enfim, chamá-la de rede das multinacionais), a qual decide sobre a política local, sobre a guerra e a paz e ela mesma estabelece as relações entre mundo capitalista, China, Rússia e terceiro Mundo. (p. 136).

Do livro: ECO, Umberto. Viagem na irrealidade cotidiana. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

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