quarta-feira, 3 de março de 2010

Poemas para a amiga, Affonso Romano de Sant´Anna


Tu sempre foste uma
E sempre foste minha,
Ainda quando a cor e a forma tua se fundiam
Com outra forma e cor que tu não tinhas.

Por isso é que te falo de umas coisas
Que não lembras
Nem nunca lembrarias
De tais coisas entre mim e ti
Ainda quando tu não me sabias
E dividida em outras te mostravas
E assim dispersa me ouvias.

Tu sempre foste uma
Ainda quando o corpo teu
Com outro corpo a sós se punha
Pois o que me tinhas a dar
A outro nunca o deste
E nunca o doarias.

Por isto é que eu te sinto
Com tanta intimidade
E te possuo com tanta singeleza
Desde quando recém-vinda
Ostentavas nos teus olhos grande espanto
De quem não compreendia
A antiguidade desse amor que em mim fluía.

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