segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aforismos, Máximas e pensamentos de Napoleão, Francesco Perfetti



“É muito melhor ter inimigos declarados que amigos velados” (p. 23; 2).

“Ou abatemos o outro ou o outro nos abate” (p. 23; 3).

“A autoridade suprema é indivisível” (p. 23; 4).

“a aristocracia tem a vantagem de concentrar a ação do governo nas mãos menos perigosas e menos inaptas que as de um povo ignorante” (p. 23; 6).

“... sem o estado é uma nave sem leme um balão lançado ao ar” (p.23; 9).

“O melhor modo de influir sobre as determinações dos príncipes é sempre ofendendo seu amor próprio” (p. 23; 10).

“Nos atos soberanos, convém distinguir os que são coletivamente daqueles que fazem na qualidade de homens privados livres dos seus sentimentos. A política autoriza e até dita ao primeiro o que seria muitas vezes imperdoável no outro” (p. 24; 11).

“Nas coisas públicas, administrativas e militares são necessários um pensamentos forte, uma análise profunda e a faculdade de poder deter-se longamente sobre os objetos sem cansar-se” (p. 24; 12).

“Não é preciso tratar com todos ao mesmo tempo” (p. 24; 12).

“O limite extremo do governo de muitos é a anarquia” (p. 24; 13).

“não é dado a todos apreciarem o valor da honra em si; um pouco de dinheiro nunca é jogado fora” (p. 24; 14).

“Mais vale Ter um amigo conhecido que um amigo forçado” (p. 24; 15).

“O êxito dos meios dependem da unidade de ação” (p. 24; 16).

“As assembléias deliberantes compõe-se sempre de int5rigantes ou de pessoas mais ou menos iluminadas; essas últimas quase sempre enganadas, tornam-se freqüentemente, no máximo, os instrumentos e os cúmplices dos primeiros” (p. 24; 17).

“Nada de concessões ou tratados com os agitadores” (p. 24; 18).

“É possível dilacerar o coração quando sem que a alma fique perturbada” (p. 24; 19).

“Não se deve ouvir a voz do coração quando esta pode prejudicar o povo” (p. 24; 20).

“Não convém mostrar-se bárbaro sem necessidade” (p. 24; 21).

“A plebe mal se mexe onde há boas baionetas” (p. 24; 22).

“A verdadeira felicidade social consiste na harmonia e no uso pacífico das satisfações de cada indivíduo” (p. 25; 23).

“Quando as baionetas deliberam, o poder foge das mãos dos governantes” (p. 25; 24).

“Que triste perspectiva a de mandar bater no povo porque está lutando”(pg. 25; 25).

“A coragem e a virtude conservam os estudos. A covardia e o crime os arruínam” (p.254; 26).
“As circunstâncias mais irrelevantes produzem os maiores acontecimentos” (p. 25; 29).

“Um clube político não pode ter um chefe durável, precisa de um para cada paixão” (p. 25; 30).

“Na guerra como no amor, para chegar-se ao fim, é mister aproximar-se” (p. 25; 31).

“Um rei é ás vezes forçado a cometer crimes; são crimes da sua posição” (p. 25; 32).

“Em política, pensar com o coração é coisa digna de elogios”(pg. 25; 34).

“Se as calúnias políticas fossem um delito aos olhos de Deus, nenhum soberano se salvaria” (p.26; 35).

“É sempre prejudicial fazer as coisas pela metade. Ou devemos fazer vista grossa ou, se quisermos enxergar, é preciso agir com vigor” (p. 26; 37).

“Quando num pequeno Estado difunde-se o hábito de condenar sem ouvir, de aplaudir um discurso ditado pela paixão, quando se dá o nome de virtude à exasperação e a fúria e se acusa de crime a moderação e a eqüidade, então esse Estado está a ponto de desmoronar” (p. 26; 38).

“O poder da concentração e da unidade são fatos que impressionam até o mais vulgar dos homens” (p. 26; 42).

“Para o bem de uma nação, convém tornar o corpo legislativo o mais dócil possível, pois se fosse forte o suficiente para dominar, seria destruído pelo governo ou então, destruiria o próprio governo” (p. 26; 43).

“Um soberano abre uma larga estrada para seu povo, protege todos aqueles que caminham em linha reta e pune aqueles que desviam para direita ou para a esquerda” (p. 26; 44).

“Num Estado despótico, a simples sentença ”direitos do povo” é uma blasfêmia e um crime “(p. 27; 46).

“A democracia enaltece a soberania, mas só a aristocracia a conserva” (p. 27; 47).

“Quando o equilíbrio está perdido não existem mais direitos públicos” (p. 27; 48).

“A democracia pode ser violenta mas é sempre generosa” (p. 27; 49 – Sofisma).

“Uma dinastia expulsa e nunca perdoa quando retorna” (p. 27; 51).

“É preciso saber dar para tomar” (p. 27; 52).

“O limite extremo do governo de um só é o despotismo. Melhor seria um governo mediano, onde a sabedoria humana soubesse conservá-lo” (p. 27; 53).

“É mais fácil fazer um déspota de um tirano que sacudir o jugo de todas as nações unidas” (p. 27; 55).

“Os inimigos que podem revelar-se perigosos são sempre bastante astutos para não se exporem ao perigo” (p. 27; 58).

“É muito raro vermos os grandes homens falirem nos seus empreendimentos mais arriscados” (p. 28; 60).

“Não há subordinação nem temor que prevaleça nos estômagos vazios” (p. 28; 61).

“Quando um inimigo está em nosso poder, é preciso agir de modo que ele deixe de ser prejudicial para nós” (p. 28; 62).

“O governo deve organizar a educação de modo a poder controlar as opiniões políticas e morais” (p. 28; 64).

“Num Estado revolucionário existem duas categorias: Uma de suspeitos e outra de patriotas” (p. 28; 67).

“A sorte é uma mulher; se a deixarem fugir hoje, não esperem encontrá-la amanhã” (p. 28; 71).

“Quem não sente firmeza no coração não deve cuidar nem de guerra nem de governo” (p. 29; 74).

“A fortuna é uma verdadeira cortesã” (p. 29; 75).

“Quando um príncipe está resolvido a punir, deve punir muitos homes ao mesmo tempo. Depois, as coisas andam melhor. Se deve punir um número menor de homens, colhe-se mais frutos em causar grandes diáfanos” (p. 29; 77).

“Os mais fortes não negociam, mas sim ditam as condições e são obedecidos” (p. 29; 78).

“A multidão que me olha com admiração faria o mesmo se me visse subir para o cadafalso” (p. 29; 79).

‘Usa-se a força quando não é possível agir de maneira diferente, mas quando há escolha, é sempre melhor ater-se à justiça “(p. 29; 81).
“Os homens são raros” (p. 31; 105).

“Quem não arrisca nada, nada ganha” (p. 31; 106).

“A imoralidade é a mais funesta das inclinações que possa ter um soberano; quando ele a põe em modo, aqueles que querem agradá-lo fazem disso uma honra e a imoralidade reforça todos os vícios, corrompe todas as virtudes, é o flagelo de uma nação” (p.31; 111).

“Apenas aqueles que querem enganar os povos e governar em interesse próprio podem querer mantê-los na ignorância; Porque quanto mais instruídos forem os povos, mais a necessidade das leis” (p.31; 112).

“A legislação é um escudo que o governo deve usar onde quer que a prosperidade pública esteja ameaçada. Todos nós só existimos em virtude da lei” (p. 32; 122).

“Quem luta contra a pátria é um filho que quer matar a própria mãe” (p.34; 146).

“Uma vez sufocados os caprichos e as paixões dos reis, os povos caminham sem obstáculos no seu caminho natural” (p. 34; 147).


Trechos do Livro: PERFETTI, Francesco. Aforismos, Máximas e pensamentos de Napoleão. Rio de Janeiro: Clássicos econômicos Newton, 1993.


2 comentários:

  1. Magnífico. E a mídia não para de querer pintar Napoleão como um louco. Porque será?

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    1. Olá, George, tudo bem? Concordo contigo. Não sei te dar uma resposta. Mantemos contato, Paulo

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