domingo, 4 de julho de 2010

Esperança, Paulo Fernando Monteiro Ferraz

Quando Pandora desobedeceu ao pedido de Hermes, o emissário dos deuses, e abriu a caixa em que Zeus concentrou todos os males que, hoje, infestam o mundo, ouviu pronunciar-se do interior do fatídico recipiente, antes lacrado com cera, a voz lânguida da Esperança, única virtude que, no fundo, nos restou.

Excerto do capítulo de minha autoria Partículas, vindo do livro “Vidas do fora: habitantes do silêncio”. Organizado por Luciano Bedin da Costa e Tania Mara Galli Fonseca. 1ª ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2010, v. 1, p. 239a 246.

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