segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Othello, William Shakespeare


Iago: “Eu o sirvo para servir aos meus propósitos junto a ele. Nem todos podem ser mestres. Nem todos os mestres podem exigir fidelidade absoluta”.

Signor Graciano: “Tal incidente se parece com meu sonho. Acreditar nele me aflige”.

Iago: “De uma teia tão pequena capturarei um grande inseto”.

Othello: “O próximo a alimentar a própria ira pode ter certeza de que morrerá com seu gesto”.

Iago: “A raiva nos faz ferir a quem amamos”.

Iago: “Quando os demônios vestem os pecados mais negros, primeiro sugerem com atos divinos... pois enquanto o tolo importuna... para seu benefício...eu irei entornar veneno em seus ouvido. Que ela tenta camuflar sua própria luxúria. E quanto mais ela se empenha em ajudá-lo mais desconfiança incitará. E eu transformarei suas virtudes em piche. E com sua própria generosidade irei tecer a rede em que todos ficarão emaranhados”.

Iago para Rodrigo: “Pobre daqueles que não têm paciência. Que ferida pode cicatrizar que não seja pouco a pouco?”.

Iago: “O prazer e a ocupação fazem o tempo voar”.

Othello: “Meu amor por ti é do fundo da alma se este meu amor cessar, será tempo de caos”.

Othello: “... Pesas bem as palavras antes de tomarem vida, por isso tuas pausas tanto me assustam...”.

Iago: “Se os homens não são o que aparentam nada deveriam aparentar”.

Iago para Othello: ”Talvez esteja sendo malicioso em minhas desconfianças, pois confesso sentir-me tentado a espionar intenções hostis e geralmente o ciúme simula faltas que não são faltas. Peço que me entendas. Senão fosse por teu sossego nem por teu bem ou minha coragem e honestidade eu revelaria meus pensamentos”.

Iago: “Quem rouba meu dinheiro, rouba lixo. O que senão o nada? Era meu, agora é de outrem e fora escravo de milhares. Entretanto, quem me furta o bom nome não enriquece com isso. De fato, empobrece”.

Othello para Iago: “Por Deus, descobrirei o que pensas”.

Iago: “Não saberias mesmo se dominasses meu coração, nem saberás enquanto estiver sob minha guarda”.

Iago: “... cuidado com o ciúme: é um monstro que zomba da carne a qual se alimenta”.

Iago: “Não preferem deixá-lo de fazê-lo, mas fazê-lo escondido”.

Iago: “Não quero que minhas palavras sobrepujem meras suspeitas”.

Othello: “e pensar que criaturas tão delicadas são nossas e não seus desejos!”.

Iago: “Nem papoula, nem mandrágora, nem todas as poções soníferas do mundo podem restituir-te do suave repouso de que gozavas ontem”.

Othello: “É melhor ser iludido que estar ciente de certas coisas”.

Iago: “... a honestidade é tolice e faz perder a própria causa”.

Iago: “Os homens com culpa para a alma sussurram durante o sono”.

Criada de Desdêmona e esposa de Iago: “Não passam de estômagos. Nós não passamos de comida. Comem a nós vorazmente e quando estão satisfeitos nos arrotam”.

Othello: ”Se a terra pudesse proliferar com as lágrimas das mulheres, cada gota que caísse se transformaria em um crocodilo”.

Othello: “Se agradasse aos céus testar a mim com tal desgosto. Mesmo que fizessem chover dor e vergonha sobre minha cabeça, eu encontraria uma gota de paciência em minha alma. Mas ali eu guardara meu coração onde devo viver ou morrer. A fonte onde corre meu sangue que: ou acaba secando para de lá ser refugado ou permanecer ali como uma cisterna para sapos traiçoeiros que se unem e se enredam”.

Othello: “...não ferirei aquela alva pele mais branca e mais suave que o alabastro”.


SHAKESPEARE, William. Otelo. Porto Alegre: L&PM, 2001.

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