segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sade, Fourier, Loyola, Roland Barthes


O texto é esse corte mesmo; o Texto não é irrealista, não esquece pudicamente o referente que poderia embaraçar a sua mentira; ele realiza num desafio lógico, numa contradição quente (p. 155).

A invenção fourierista é um fato de escritura, um desdobrar-se do significante [...] Fourier repudia o escritor, quer dizer, o gestor titulado do bem-escrever, da literatura, aquele que avaliza a união decorativa, e portanto a separação fundamental, entre o fundo e a forma, ao afirmar-se inventor ("Não sou escritor, mas inventor"), ele se transporta ao limite do sentido, o que hoje chamamos Texto (p. 84 e 85).


BARTHES, Roland. Sade, Fourier, Loyola. Trad. Júlio Castañon Guimarães. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984.

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