terça-feira, 9 de novembro de 2010

Temporais, Gibran Khalil Gibran

Satanás

“O demônio respondeu com certa impaciência: “Não sabes o que dizes e não calculas o crime que cometes contra ti mesmo. Eu fui e continuo a ser a causa de teu bem estar e felicidade. Menosprezas meus benefícios e negas meu mérito, enquanto vives à minha sombra?” (p. 5, 1o parágrafo).

“Não sabes, em tua ciência, que quando a causa desaparece, as conseqüências desaparecem também?” (p. 5, 3o parágrafo).

“Ouve-me, ó impertinente ingênuo e te mostrarei a verdade que liga meu destino ao teu. Na primeira hora da existência, o homem pôs-se de pé diante do Sol, estendeu os braços e clamou: "Atrás das estrelas, há um Deus poderoso, que ama o bem”. Depois virou de costas ao Sol e viu uma sombra alongada no chão e gritou: “E nas profundezas da terra, há um demônio maldito que gosta do mal...E durante séculos o homem sentiu-se vagamente dominado por duas forças: uma boa que ele abençoava; outra má, que ele amaldiçoava” (p. 5. 4o e 5o parágrafos).

“... É o demônio, o maior inimigo do homem, a força que desvia a marcha do furacão para as nossas casas, que manda a seca para nossas plantações e as moléstias aos nossos rebanhos, que se alegra com nossa infelicidade e se entristece com nossos júbilos. Precisamos estudar seus humores e táticas para prevenirmos seus malefícios e frustrarmos seus ardis” (p. 7, 3o parágrafo).

“Minha existência foi a causa de sua aparição” (p. 7, 6o parágrafo).

“Curioso é que me esfalfei a mostrar-te uma verdade que conheces melhor do que eu e que serve a teus interesses ainda mais que aos meus” (p. 8, 2o parágrafo).

“Deves viver, porque sem ti os homens deixarão de temer o inferno e mergulharão nos vícios. Tua vida é, portanto, necessária à salvação da humanidade; e eu sacrificarei meu ódio por ti no altar de meu amor pela humanidade” (p. 8, 4o parágrafo).

“... Com tua perspicácia, criaste uma justificativa para a minha existência, que eu próprio ignorava” (p. 8, 5o parágrafo).

A Escravidão

“Os homens são escravos da vida e a escravidão marca seus dias de vileza e suas noites de sangue e lágrimas” (p. 11, 1o parágrafo).

“... nunca vi senão pescoços curvados sob os jugos e braços acorrentados e joelhos dobrados perante ídolos” (p. 11, 2o parágrafo).

“... ouvi os vales e as florestas repetirem o eco das lamentações das gerações e dos séculos” (p. 11, 3o parágrafo).

“Visitei palácios, institutos, templos e aproximei-me de tronos, altares, tribunais e não vi senão escravos: vi o operário escravo do comerciante e o comerciante escravo do militar e o militar escravo do governante que por sua vez era escravo do rei. E o rei escravo do sacerdote e o sacerdote escravo do ídolo – e o ídolo: um punhado de barro, modelado pelos demônios e erguido sobre um montículo de crânios” (p. 11,12, 1o parágrafo).

“Acompanhei as gerações das margens do Ganges ao desembarcar do Nilo, ao Monte Sinai, as praças públicas da Grécia, as igrejas de Roma, as ruas de Constantinopla, aos edifícios de Londres e vi a escravidão caminhar em toda a parte: ora oferecem-lhe sacrifícios e chamam-lhe Deus; ora vertem vinho e perfumes aos seus pés e chamam-lhe rei. Ou queimam incenso ante suas estátuas e chamam-lhe profeta; ou prosternam-se perante ela e chamam-lhe lei; ou lutam e se dilaceram por ela e chamam-lhe patriotismo. Ou submetem-se passivamente à ela e chama-lhe Religião; ou incendeiam e demolem suas próprias moradas por sua causa e chamam-lhe dinheiro e comércio...Pois ela tem muitos nomes, mas uma só essência...” (p. 12, 2o parágrafo).

“Uma de suas variedades mais estranhas é a escravidão cega, que solda o presente dos homens ao passado de seus pais e submete suas almas às tradições de seu avós, fazendo deles corpos novos para espíritos velhos e túmulos pintados para esqueletos decompostos” (p. 12, 3o parágrafo).

Veneno no Mel

“Nada é tão cruel quanto o destino de uma mulher posta entre o homem que ela ama e o homem que deve amar” (p. 17, 2o parágrafo).

Dentes Cariados

“E a Nação que enfraquece e morre não ressuscita para revelar suas doenças ao mundo e a ineficácia dos remédios sociais que a levaram ao túmulo” (p. 19, 5o parágrafo).

“Quantos ignorantes neste mundo! E como sua ignorância é incômoda” (p. 20, 4o parágrafo).

A Presença Invisível

“O mundo celebra meu nome e as tradições que os séculos teceram em volta de meu nome. Mas eu permaneço um estrangeiro, percorrendo o universo e atravessando os séculos sem encontrar, entre os povos, quem compreenda minha verdade. As raposas têm covis e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (p. 27, 1o parágrafo)*.


Os Gigantes

“Quem escreve com tinta não é como quem escreve com o sangue do coração” (p. 42, 1o parágrafo).

“Refugiei-me no silêncio porque os ouvidos da humanidade se fecharam ao sussurro dos fracos e só ouvem o tumulto do abismo. E é mais prudente para o fraco calar-se diante das forças tempestuosas da vida – essas forças que têm os canhões por voz e as bombas por palavras” (p. 42, 3o parágrafo).

“Os valores e os problemas que monopolizam os pensamentos e os corações estão na penumbra. Os sonhos antigos desvaneceram-se como a bruma e foram substituídos por gigantes que caminham com as tempestades, se movem com as marés e respiram com os vulcões” (p. 42, 4o parágrafo).

“Todas as vezes que me isolo com minha alma, faço-lhe perguntas. Mas a lama é como o destino: vê e não fala; caminha e não se vira. Tem os olhos penetrantes e os passos rápidos, mas a língua pesada” (p. 43, parágrafo).

“... o que as gerações edificaram pela ciência e a arte, o homem moderno demoliu pelo egoísmo e ganância. Vivemos novamente como os trogloditas. E só nos diferenciamos deles por motivo das máquinas e estratagemas que inventamos para destruir” (p. 4, parágrafo).

“... estão agora lutando para resolver um problema da Terra que somente a guerra pode resolver” (p. 44, 5o parágrafo).

“O sangue vertido se transformará em elixir e as lágrimas choradas brotarão como flores. As almas assassinadas se reunirão e sairão detrás do horizonte como uma nova aurora. Então, os homens verificarão que foi mesmo a justiça que eles compraram no mercado das iniqüidades e que, quem investe na justiça sai perdendo... E a primavera voltará. Mas quem espera atingir a primavera sem passar pelo inverno nunca a atingirá” (p. 45, 2o parágrafo).

As Nações

“Uma Nação é uma comunidade de indivíduos que divergem no seu caráter, tendências, opiniões, mas são unidos por um laço moral mais forte que suas divergências” (p. 46, 1o parágrafo).
A tempestade

“... Procurou consolo na solidão” (p. 50, 2o parágrafo).

“... Sei que os segredos das almas ficam além das nossas suposições e deduções” (p. 50, 3o parágrafo).

“O homem vive à sombra de leis e tradições por ele inventadas” (p. 52, 15o parágrafo).

“Acreditar é uma coisa; viver conforme o que se acredita é outra coisa. Muitos falam como o mar, mas vivem como os pântanos. Muitos levantam a cabeça acima dos montes, mas suas almas jazem nas trevas das cavernas” (p. 52, 17o parágrafo).

“... deixei a civilização porque a achei uma árvore idosa e carcomida cujas flores são a cobiça e o engano e cujas frutas são a infelicidade e o desassossego. Alguns reformadores tentaram transformá-la, mas nada conseguiram e acabaram perseguidos e derrotados” (p. 53, 24o parágrafo).

“... Procurei a solidão porque cansei de lidar com os endinheirados que pensam que o Sol e a Lua e as estrelas se levantam de seus cofres e se deitam nos seus bolsos. Cansei-me dos políticos que enchem os olhos dos povos com poeira dourada e seus ouvidos com falsas promessas. Cansei-me dos sacerdotes que aconselham os outros, mas não se aconselham e exigem dos outros o que não exigem de si mesmos...” (p. 54, 25o parágrafo).

“... não vês que ao diagnosticar as doenças da sociedade como um médico competente, demonstraste que não te deves afastar dela antes de curá-la, como um médico não pode afastar-se do doente, mas tratá-lo até que sare ou morra?...Desde o começo, os médicos têm procurado salvar este doente...mas todos morreram desesperados, sem nada conseguir. Este doente malvado mata seus médicos e depois fecha-lhes os olhos e diz: “Eram realmente grandes médicos”. Não meu amigo, nenhum homem mudará os homens. O agricultor mais hábil não obterá colheita no inverno” (p. 54, 55, 27o parágrafo).

“Quanto à escravidão do homem ao seu passado, às suas tradições e superstições, esta escravidão não mudará mesmo que mudem todas as suas aparências. A escravidão não deixa de ser escravidão, chamando-se de liberdade” (p. 56, 32o parágrafo).

“... As invenções e descobertas nada são senão brinquedos que a mente se diverte no seu tédio... Quanto a esses quebra-cabeças, chamados ci6encias e artes, nada são senão cadeias douradas com as quais o homem se acorrenta, deslumbrado com seu tilintar... São os fios da tela que o homem tece desde o início do tempo sem saber que, quando terminar sua obra, terá construído a prisão dentro da qual ficará preso” (p. 56, 33o parágrafo).

“Quem o sente, não o pode expressar em palavras. E quem não sente, não poderá nunca conhecê-lo através de palavras” (p. 57, 37o parágrafo).

A Fada Feiticeira

“Até quando te seguirei neste caminho escarpado, coberto de espinhos que serpenteiam entre as pedras e levam nossos pés aos cumes e nossas almas ao abismo?” (p. 59, 1o parágrafo).
“Olha um momento para mim: talvez descubram em teus olhos os segredos de teu coração e nos teus traços os enigmas de tua alma” (p. 59, 3o parágrafo).

“... Tendo absorvido o veneno nos teus beijos, tornei-me um embriagado que pede mais do vinho que lhe roubou a vontade e beija a mão que o esbofeteou” (p. 60, 8o parágrafo).

Ó Filhos de Minha Mãe

“O ódio é uma torrente que só arrasta os troncos dessecados e só derruba as casas abaladas” (p. 69, 8o parágrafo).

“... O medo transformou vossos cabelos em cinzas e a insônia transformou vossos olhos em cavidades escuras e a covardia tocou vossos semblantes e os transformou em farrapos enrugados. E a morte beijou vossos lábios e eles se tornaram amarelos como as folhas do outono” (p. 70, 12o parágrafo).

“Vossas espadas estão enferrujadas, vossas lanças cegas e vossos escudos cobertos de lama. Por que permaneceis no campo de batalha?” (p. 70, 15o parágrafo).

A Violeta Ambiciosa

“O objetivo da vida é atingir o que há além da vida” (p. 73, 15o parágrafo).

O Coveiro

“a infelicidade dos filhos está no que recebem dos pais. Quem não renuncia ao legado de seus pais e avós, será escravo dos mortos até que se torne um morto por sua vez” (p. 76, 16o parágrafo).

“Não vi nenhum cadáver abandonado por aí... Tu olhas como os olhos da ilusão. Ao ver os homens se agitarem na tempestade, pensas que vivem, quando na realidade estão mortos desde que nasceram. Mas não houve quem os enterrasse e ficaram sobre a terra a exalar podridão” (p. 77, 22o parágrafo).

“... essas são fórmulas que as gerações passadas têm repisado e que a imitação depositou nos teus lábios. Na realidade, tu só crês em ti mesmo e só honras a ti mesmo e só esperas por tua própria imortalidade. Desde o começo, o homem adora seu próprio ego, mas lhe empresta diversos nomes, conforme suas inclinações e aspirações, chamando-lhe ora Baal e ora Júpiter e ora Deus” (p. 78, 38o parágrafo).

Meus Parentes Morreram

“O sentimento que nos leva a dar algo de nossa vida para salvar os que correm o risco de perder toda a sua vida é o único gesto que nos manterá dignos da luz do dia e da quietude da noite... E o auxílio que colocamos na mão vazia que se estende para nós é o elo de ouro que ligará o que há de humano em nós aos valores supra-humanos da vida” (pg. 84, último parágrafo).

Anestésicos e Escalpelos

“Cala-te, pois o lho que desafia a flecha é vazado” (p. 89, 1o parágrafo).

“Os indolentes inventam desculpas piores do que a própria culpa” (p. 89, 3o parágrafo).

“Quem não usa o olho da fé nada vê neste mundo senão brumas e fumaça” (p. 89, 5o parágrafo).

Nós e Vós

“vós depositais vossos corações nas mãos do vácuo porque as mãos do vácuo são macias e vós confortais na companhia da ignorância porque a casa da ignorância não tem um espelho que reflita vossos rostos” (p. 92, 1o parágrafo).

“... E vós sorrides e dos cantos de vossas bocas sorridentes corre a ironia como o veneno da cobra corre da sua mordedura” (p. 92, 3o parágrafo).

“Nós choramos porque ouvimos o gemido dos pobres e os gritos do oprimido. E vós rides porque só ouvis o tocar das taças” (p. 92, 4o parágrafo).

“Vós procurais o divertimento e os divertimentos já dilaceraram um miríades de mártires nas arenas de Roma e Antioquia” (p. 93, 9o parágrafo).

“Nós nos aproximamos de vós como amigos e vós nos agredis como inimigos. E entre a amizade e a inimizade se estende um abismo cheio de lágrimas e de sangue” (p. 94, 12o parágrafo).

“Nós edificamos palácios para vós e vós cavais túmulos para nós. E entre o esplendor dos palácios e as trevas dos túmulos, a humanidade caminha com pés de ferro” (p. 94, 13o parágrafo).

“Nós cobrimos vossos caminhos com rosas e vós cobris nossos leitos com espinhos. E entre as pétalas das rosas e os seus espinhos, a verdade dorme num sono profundo” (p. 94, 14o parágrafo).

“... combateis nossas forças amenas com vossa fraqueza rude” (p. 94, 15o parágrafo).

“... Vós sois lembrados pela humanidade como cadáveres que não encontram quem os enterre na noite do esquecimento e do vácuo” (p. 94, 16o parágrafo).

Jesus Crucificado

“... deitar-se à sombra do esquecimento, embalados pela ignorância e a indolência” (p. 95, 2o parágrafo).

“... Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (p. 96, 1o parágrafo).

“a humanidade é uma mulher que se deleita em se lamentar sobre os heróis dos séculos. Se fosse homem, regozijar-se-ia pela sua grandeza e suas glórias” (p. 96, 5o parágrafo).

“Tu és, na tua melancolia, mais alegre que a primavera com suas flores. Tu és, nas tuas dores, mais sereno que os anjos em seu paraíso. Tu és, na mão dos carrascos, mais livre que a luz do Sol” (p. 98, 2o parágrafo).

“Perdoa, pois, a esses fracos que se lamentam sobre ti, em vez de se lamentarem sobre si mesmos. Perdoa-lhes porque não sabem que venceste a morte pela morte e deste a vida aos que estão nos túmulos” (p. 98, 3o parágrafo).

O Poeta

“... Sou assim levado a pensar sempre numa pátria encantada que não conheço e a sonhar com os sortilégios de uma terra longínqua que nunca visitei” (p. 108, 1o parágrafo).

“Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz” (p. 108, 3o parágrafo).

“Acordo pela manhã e acho-me prisioneiro num antro escuro, freqüentado por cobras e insetos. Se sair à luz, a sombra de meu corpo me segue as sombras e minha alma me precedem, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo...” (p. 109, 4o parágrafo).
“... Não há no mundo quem conheça uma palavra da minha alma” (p. 110, 1o parágrafo).

“Sou um poeta que põe o que a vida põe em versos e em versos o que a vida põe em prosa...” (p. 110, 4o parágrafo).

Antes do Suicídio

“... Ontem é um sonho que não voltará mais” (p. 116 3o parágrafo).

Palavras e Palavreadores

“Acordo pela manhã e vejo as palavras sentadas ao meu lado sobre as faces das cartas, dos jornais e das revistas. E elas me lançam olhares cheios de astúcia e fingimento” (pg. 119, 3o parágrafo).

“Penetro nos tribunais e escolas e o que encontro? Palavras, todas servindo de invólucro para mentiras e astúcias” (pg. 120, 3o parágrafo).

“e agora que mostrei meu menosprezo pelas palavras e os palavreadores, acho-me um médico doente ou como um criminoso pregando para outros criminosos. Censurei as palavras com palavras. E, querendo fugir dos palavreadores, revelei-me um deles...” (p. 122, 3o parágrafo).

Nas Trevas da Noite

“... E todos estamos esfomeados, atormentados pela fome. Mas a Morte não tem fome nem sede. Engole nossas almas e nossos corpos. Bebe nosso sangue e nossas lágrimas, mas não se satisfaz nem se sacia” (p. 124, 1o parágrafo).



Filhos de Deuses e Netos de Macacos

“Não somos mais hoje o que éramos ontem” (p. 128, 3o parágrafo).

À Porta do Templo

“E o dia se foi enquanto os homens passavam diante do templo, cada um pintando-se a si mesmo, pensando que estava pintando o amor e expressando suas aspirações, pensando que estava revelando o segredo da vida” (p. 132, 4o parágrafo).

O Rei Encarcerado

“Paciência, ó rei encarcerado; não estás na tua prisão em piores condições do que eu no meu corpo” (p. 133, 1o parágrafo).

“... Sou entre os escravos da vida como tu entre as grades da tua jaula” (p. 133, 3o parágrafo).

“... ó prisioneiro venerável, olha para aquelas ruas largas e aqueles becos estreitos: são vales perigosos onde se escondem os assaltantes. São campos de batalhas entre as ambições, onde as almas lutam, mas não com as espadas e se dilaceram mutuamente, mas não com garras. Mais exatamente, são a selva dos horrores, onde moram animais de aparência domesticada, com rabos perfumados e chifres polidos, que obedecem à lei da sobrevivência não do melhor, mas do mais astucioso e mais fingido e respeitam as tradições que exaltam não o mais forte e o mais dotado, mas o mais hipócrita e o mais falso. E seus reis não são leões como tu, mas criaturinhas estranhas que têm o bico da águia e as garras do lobo, o ferrão do escorpião e o coaxo das rãs” (p. 134, 135, 5o parágrafo).

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