terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A necessidade da análise do analista, Jean-Michel Quinodoz


Freud se volta para os psicanalistas, apoiando-se em um trabalho de Ferenczi (1928) que mostrava que é indispensável para o êxito de uma nálise que "o analista tenha aprendido suficientemente com seus próprios 'desvios e erros' e que tenha submetido ao seu poder os 'pontos fracos de sua personalidade'" (p. 262). Evidentemente, prossegue Freud, os analistas são homens como outros quaisquer, e "é incontestável que os analistas nçao atingiram completamente em sua própria personalidade o grau de normalidade psíquica a que pretendem conduzir seus pacientes" (p. 263). Contudo, no interesse de seus pacientes, é legítimo que se exija da analista "um grau bastante elevado de normalidade e de retidão psíquica" (p. 263). É por isso que a análise pessoal do psicanalista lhe parece uma ocndição indispensável para a preparação de sua atividade futura. Além disso, com o objetivo de evitar tanto quanto possível os vários perigos que rondam o próprio analista em sua prática, Freud recomenda a todo psicanalista que retome periodicamente uma análise, a cada cinco anos, "sem ter vergonha desse procedimento" (p. 265).(p. 282).

QUINODOZ, Jean-Michel. Ler Freud: guia de leitura da obra de S. Freud. Trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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